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Fibras musculares e capacidade física

Força, Explosão, capacidade física, velocidade.

A constituição dos músculos dos atletas

Os músculos são constituídos por uma combinação de fibras rápidas e de fibras lentas. As fibras rápidas contraem rapidamente e a partir da aplicação de níveis de força elevados, enquanto que as fibras lentas contraem mais lentamente e a partir da aplicação de níveis de força mais reduzida. No entanto, as fibras lentas não atingem níveis de fadiga tão rapidamente como as fibras de características mais rápidas.
Diferentes músculos, mesmo tendo em consideração apenas um atleta, terão diferentes percentagens de fibras dos tipos lento e rápido. Similarmente, todos os atletas irão ter uma diferente percentagem de fibras lentas e rápidas num músculo específico.
O tipo de fibra e o comprimento da fibra é uma qualidade hereditária. Se tudo o resto for igual, atletas com fibras mais longas e maior percentagem de fibras rápidas deverão ter a capacidade de correr mais rapidamente, do que atletas com maior percentagem de fibras lentas e curtas.

A capacidade que os músculos têm para utilizar a energia

Enquanto que a configuração do músculo é genética, a sua capacidade para usar a energia é algo que pode variar com o treino. O ATP (adenosina tri-fosfacto) é a substancia que conduz à contracção muscular e existem três diferentes caminhos que o corpo pode usar para produzir ATP.
Estes três sistemas são o sistema creatina-fosfato (CP), o sistema anaeróbio láctico e o sistema aeróbio. O sistema energético que fornece energia para a contracção muscular depende fundamentalmente da intensidade e da duração da actividade a desempenhar.
O sistema da CP tem o maior impacto na velocidade, uma vez que produz ATP muito rapidamente, mas apenas num curto período de tempo. A velocidade depende da quantidade de ATP que está disponível no músculo e da quantidade de CP que está disponível para criar “novo” ATP à medida que vai sendo utilizado. A efectividade do sistema CP pode ser melhorado através da realização de treino de curta duração e alta intensidade.
O sistema anaeróbio láctico ou sistema glicolítico, como o próprio nome indica, utiliza as moléculas de glicose para sintetizar ATP, a metabolização desta molécula vai produzir duas moléculas de ácido pirúvico, como não existe presença de oxigénio, esta ácido será transformando em piruvato e por sua vez, esta molécula irá ser reduzida a lactato. Este sistema produz menos ATP do que com a presença de oxigénio, surge mais lentamente do que o sistema CP, mas é mais rápido do que sistema aeróbio. A sua potência está dependente da enzima reguladora e a sua capacidade está dependente da resistência do organismo ao aparecimento do ácido láctico.
Por fim, o sistema aeróbio requer a utilização de oxigénio como comburente, produz grandes quantidades de ATP, mas de uma forma muito mais lenta do que os outros sistemas, sendo a principal via de ressíntese ATP para esforços superiores a dois minutos. As moléculas de ácido pirúvico com a presença de oxigénio serão transformadas em Acetil CoA que por sua vez ao passar pelo ciclo de Krebs irão sintetizar grandes quantidades de ATP. A capacidade deste sistema está dependente das reservas de glicose presentes nas células.

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A flexibilidade

A flexibilidade é tão importante para o desenvolvimento da velocidade, por exemplo, como para a prevenção de lesões. É importante que os membros inferiores sejam capazes de realizar uma grande quantidade de movimento sem que o movimento de corrida deixe de ser fluido e eficiente. Para tal, um atleta deverá dar ênfase ao trabalho de flexibilidade na zona da cintura, na zona das coxas e nas pernas.

A fadiga

A fadiga muscular ocorre após várias contracções musculares uma vez que existe uma depleção do ATP e os produtos do metabolismo são acumulados no músculo. A fadiga vai interferir na capacidade do músculo de se contrair tendo um impacto negativo na técnica.

Autor: Professor David Inácio.